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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ed. 176 - Página 7

Página 7

Bem estar

Neurociência atesta que o yoga
ajuda a conquistar o autocontrole

A emoção comanda as ações cotidianas da grande maioria das pessoas, mas ser conduzido pelas emoções, pode ser desastroso em inúmeras situações

O psicofisiologista e coach ontológico Marcello Árias Dias Danucalov explica que as emoções são causadas por substâncias químicas cerebrais, mas, práticas como o yoga e a meditação ajudam a conquistar o autocontrole.
“Nos últimos anos, as descobertas das áreas relacionadas às neurociências tem atestado que os nossos pensamentos racionais, conscientes, são meros moduladores de nossas forças biologicamente mais primitivas, que emergem das profundezas de nosso cérebro mais primitivo. Lá, habita o nosso submundo inconsciente. Mas, segundo algumas tradições filosóficas orientais, o que você é num determinado momento, é fruto de como você interpreta a situação. Desta maneira, a raiva não é você, é uma parte de você. Assim como, não é você que está presente nos momentos de alegria e, sim, uma pequena parte de um todo muito mais complexo. Os maiores responsáveis por tais comportamentos são as tais substâncias químicas que, em última análise, as técnicas advindas da prática do yoga e da meditação tentam entender, dominar e, por que não dizer, de certa forma, transcender”, esclarece o psicofisiologista.
Ciência - Nos últimos anos, a ciência começou a se interessar pelo yoga e pela meditação, enquanto técnica de desenvolvimento e aprimoramento cérebro/mental. Inúmeros hospitais e centros de pesquisa tem estudado tais técnicas com grande rigor. Danucalov explica que um dos pressupostos do yoga é o desenvolvimento da concentração, pois, uma vez focado em um só objeto pelo maior tempo possível, o yogue (pessoa que pratica o yoga) diminuiria seus estímulos sensoriais, reduzindo assim, seu bombardeamento químico cerebral. Assim, o praticante de yoga entra em contato com um estado cerebral onde clareza perceptiva e racionalidade ponderada subjugam pulsões e instintos mais primitivos. Isso faz com que o indivíduo tenha um maior grau de controle das situações ao seu redor, não se deixando dominar inteiramente pela neuroquímica das emoções.
Isso se explica, pois quando se fala de emoções se fala de medo, aversão, pânico, culpa, amor, ódio, raiva, entre outras tantas. Mas, tais sentimentos não são percebidos somente na estrutura cerebral-mental. Essas emoções são somatizadas, ou seja, percebidas em nosso próprio corpo. “As emoções humanas se expressam também em nosso corpo, gerando tensões musculares, dores de cabeça, hipertensão, quando negativas, ou prazer, leveza e bem estar, quando positivas. Estes reflexos corporais indicam que somos portadores de curiosas vias que conectam as emoções geradas no cérebro, com todas as células corporais”, ressalta Danucalov.
Hatha Yoga - Uma das hipóteses do hatha-yoga, o yoga do corpo, hoje, compreendida pela ciência contemporânea, é que as emoções interferem nas sensações corporais da mesma forma que as sensações corporais também podem influenciar as emoções. “Esta escola afirma que o desenvolvimento de nossas percepções pode ser melhorado, na medida em que focamos nossa atenção em nosso próprio corpo. As séries de posturas físicas conhecidas como ásanas devem ser realizadas com a máxima concentração, com a maior calma possível, assim como, com o menor dispêndio energético.
Segundo o hatha-yoga, as sensações corporais de relaxamento e tranquilidade retroalimentariam nossas complexas estruturas neuronais, informando-as de que tudo vai bem, criando assim um ambiente favorável ao aparecimento de emoções positivas”, esclarece o psicofisiologista.
Além do yoga e da meditação, técnicas mais cognitivas, como o coaching de abordagem ontológica e as terapias cognitivo comportamentais são outras atividades que exigem atenção, interiorização e percepção de pensamentos automáticos disfuncionais e podem ajudar quem almeja comandar, ao menos parcialmente, os próprios impulsos.

Sobre Marcello Árias Dias Danucalov - Psicofisiologista com experiência em Técnicas de Integração Cérebro, Mente e Corpo e Biofeedback, Coach Ontológico, Marcello também é especialista em Fisiologia, mestre em Farmacologia, doutorando em Psicobiologia UNIFESP. Professor universitário com experiência de 24 anos de docência, Marcello ministrou mais de 600 cursos de pós-graduação e palestras pelo Brasil.

Mantenha a sua saúde mesmo dentro de casa

A queda é a primeira no ranking das fraturaras nos ossos, lesões nas articulações e nos músculos. A probabilidade de ocorrer uma queda aumenta na primeira infância, quando as crianças estão aprendendo a se equilibrar e volta a crescer na terceira idade, porque vamos perdendo a destreza que ganhamos na juventude. A triste notícia é que a queda provoca a morte de um em cada cinco idosos. O escorregão é o primeiro passo para uma queda, portanto prevenir, é um santo remédio.
Algumas dicas podem ajudar a desvendar esses perigos. Quando andamos, o chão dá sustentação aos nossos passos, gerando uma força contrária à direção de nossas passadas, permitindo que os músculos nos joguem para frente. Superfície lisa ou escorregadia elimina o atrito dos pés com o chão e, no lugar de irmos para frente, acabamos escorregando. Portanto, com base no que acabamos de tomar conhecimento, seguem algumas dicas, do Dr. Gil Lúcio Almeida, presidente do Crefito-SP - Conselho de fisioterapia e terapia ocupacional do Estado de São Paulo) que, com certeza, irão nos ajudar a manter a saúde mesmo em casa:
- Enxugue o piso molhado imediatamente e coloque tapetes antiderrapantes nos lugares onde cai água com frequência, como, próximo das pias. Encerar o piso da cozinha só vale se o seu objetivo é transformá-la em pista de patinação.
- Mantenha gavetas e gabinetes abertos apenas o tempo suficiente para tirar o que você precisa.
- Cadeira foi feita para sentar. Para retirar objetos do alto use sempre uma escada. Ela tem uma base de apoio maior, é feita para lhe dar mais estabilidade acima do solo. Para pegar qualquer objeto, mantenha contraída a musculatura do abdômen e do bumbum, isso mantém uma coluna firme que ajuda a absorver o impacto do peso do objeto em seu corpo. - Nossos braços não funcionam como pegadores de objetos no alto. Então, nem pensar em elevar os braços acima da cabeça para recolher um objeto em um armário alto. Isso, além de facilitar a ocorrência de acidentes, pode provocar lesões nas articulações do ombro. Leve o seu corpo o mais próximo do objeto que quer pegar. Preste atenção na superfície do objeto, quanto mais lisa maior a força nos músculos das mãos. Você não precisa pensar nisto, porque o seu cérebro já faz os cálculos automaticamente.
- Nunca dobre a coluna ao pegar um objeto no chão. Os joelhos foram feitos para que você possa flexioná-los e, assim, abaixar da maneira correta. Procure manter a coluna ereta. Quanto mais próximo e distribuído no seu corpo estiver um objeto, mais fácil será carregá-lo e você evitará torções nas articulações. Para toda regra, existe uma exceção. Se for um objeto cortante ou uma panela quente, o seu corpo vai decidir por fazer um esforço muscular extra para mantê-lo longe da pele.
- Na cozinha, dê preferência às panelas com dois cabos curtos, se possível aquelas que não aquecem com o calor. A biomecânica nos ensina que quanto maior o cabo da panela, maior será o esforço muscular dos braços para movê-la. Na dúvida, nunca esqueça as luvas. Não tente trazer uma panela cheia, principalmente se for líquido, próximo do corpo, só para reduzir o esforço muscular. Pense no lado bom, um esforço adicional e comedido vai ajudar a manter a musculatura dos braços mais esbelta.
- Para finalizar, quando estiver fazendo a limpeza da sua casa, utilize vassouras com cabos longos o suficiente para que você não precise dobrar a coluna para limpar o piso. Para pegar o lixo dobre os joelhos, caso o cabo da pá seja pequeno.

(*) Prof. Gil Lúcio Almeida – Fisioterapeuta, mestre pela UFSCar, doutor e PhD por importantes instituições norte-americanas.


Livro
Enfrentar suas dores é antes de tudo um ato de fé
Por Mariliz Vargas

O titulo do livro “Você é mais forte que a Dor” é uma escancarada declaração de fé. Torna-se desta forma um convite, um chamado para que você resgate esta qualidade por vezes tão esquecida: A sua fé em você e na vida.
Somente equipado com esta qualidade é que você conseguirá fazer frente aos desafios que esta vida lhe apresenta. Se esta capacidade humana for relegada a um segundo plano, as dores e as doenças terão grandes chances de triunfar e capturar a sua força vital. Precisamos acordar para nossas capacidades adormecidas por um mundo que não considera conveniente que sejamos fortes. Pois, a sua força é o seu maior patrimônio, é sua defesa e sua garantia e ela deve ser o foco dos seus esforços de construção e aprimoramento. Sem força, você se torna presa fácil para toda e qualquer espécie de predador existente nesta terra.
Sabemos hoje, a ciência corrobora a informação de que o fortalecimento do sistema imunológico deve ser o alvo dos nossos esforços na direção da conquista da saúde. O movimento em direção ao enfraquecimento humano toma hoje proporções assustadoras. É preciso restaurar a ordem natural das coisas, colocando sim, a força humana em seu devido lugar de destaque. Estamos transformando em tabu aquilo que deveria ser por nós, tratado com toda desenvoltura e propriedade. Falo aqui da doença, da depressão, por exemplo, deste grande mal dos tempos modernos.
Onde está a sua fé, quando você coloca um diagnóstico acima do seu ser interior? A doença deve ser respeitada, pois é mensageira de um alerta, é o sinal que nos garante que nosso caminho evolutivo será retomado com mais afinco.
A depressão sinaliza o afastamento da energia vital e é a resultante de um longo processo de distanciamento da luz da própria alma. Existem determinantes genéticos e correspondências químicas que embasam este triste quadro, mas, a realidade que pretendo apresentar aqui, é que você é mais, muito mais forte do que tudo isso.
A força do espírito que o habita é maior do que qualquer explicação complicada ou mesmo pesquisa científica criteriosamente desenvolvida. Não deixe que seqüestrem de você aquilo que lhe é mais precioso, a sua fé e a sua vontade em ser feliz e saudável. Não permita que os grandes vilões que espreitam o nosso mundo moderno, o materialismo e o intelectualismo, o roubem de você mesmo. Este é o alerta e a proposta embutida na título “Você é mais forte que a dor”.

Sobre a autora: Mariliz Vargas é psicóloga, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Trabalha com Psicoterapia há mais de 20 anos. Ministra cursos e palestras sobre temas relacionados ao aprimoramento humano.

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